Emília Pedro e Fernanda Jorge revisitam memórias de infância para identificar mais de 70 parcelas de terreno herdadas do pai. À medida que os vestígios físicos desaparecem, a memória e a tradição oral tornam-se a única forma de “ver” o que já não existe. O filme explora a terra através da recordação, revelando limites, usos e significados que se foram esbatendo ao longo do tempo. Estas terras sobrevivem como memória, transportada pelas vozes das irmãs. Filmado de forma espontânea, capta momentos de procura e descoberta, mostrando como a realidade pode persistir apenas através da memória.