Como nos despedimos daquilo que nunca pensámos poder perder? Encarregado de escrever o elogio fúnebre de Okjökull, o primeiro glaciar declarado morto devido às alterações climáticas, o escritor islandês Andri Snær Magnason reflete sobre a forma como os glaciares criam um arquivo temporal através do seu gelo ao longo de milhões de anos. Comparando essa profundidade do tempo com a memória intergeracional, propõe-se transmitir as histórias dos seus avós às gerações futuras, antes que também elas desapareçam. A partir de uma de fotografias, filmes caseiros, mitos, canções e contos populares, *Time and Water* é simultaneamente uma elegia pelo que perdemos e uma tentativa de viagem cinematográfica no tempo para o preservar.